Apartamento de Eduardo Bolsonaro vai a leilão no Rio de Janeiro

Imóvel foi retomado após financiamento deixar de ser pago; lance inicial é de R$ 644 mil

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Foto: Rafael Martins | Ag A TARDE
Foto: Rafael Martins | Ag A TARDE

A Caixa Econômica Federal vai levar a leilão um apartamento de 101 m² que pertenceu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) , no Rio de Janeiro. O imóvel, localizado na Avenida Pasteur, em Botafogo, na zona sul da capital fluminense, será disputado em 20 de agosto, com lance inicial de aproximadamente R$ 644,3 mil.

O apartamento foi retomado pelo banco após Eduardo deixar de pagar as parcelas do financiamento contratado para a aquisição do imóvel. A Caixa tentou notificá-lo para regularizar a situação , mas não conseguiu entregar a comunicação.

Posteriormente, o ex-deputado foi intimado por edital e não quitou a dívida dentro do prazo estabelecido.

Compra foi feita em 2017

Eduardo Bolsonaro comprou o apartamento em 2017 por R$ 1 milhão . Na época, ele já era deputado federal. Segundo o registro do imóvel, R$ 788 mil da aquisição foram financiados pela Caixa, em um contrato com prazo de 420 meses, equivalente a 35 anos .

A prestação inicial prevista no financiamento era de R$ 9.743,29 . O apartamento também foi incluído na declaração de bens apresentada por Eduardo nas eleições de 2022. Na ocasião, o então deputado informou que 80% do valor do imóvel havia sido financiado.

Em 2025, a matrícula do apartamento passou a registrar uma restrição judicial sobre os bens de Eduardo. Em julho daquele ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado o bloqueio de bens do então parlamentar no âmbito de uma investigação.

Caixa assumiu propriedade

A tentativa de cobrança do financiamento começou em outubro de 2025. Como a notificação não foi entregue, Eduardo foi intimado por edital em novembro daquele ano.

O prazo para regularização da dívida terminou em janeiro de 2026. Como não houve pagamento, a Caixa consolidou a propriedade do apartamento em seu nome . A transferência foi registrada pelo cartório em 30 de março de 2026 , quando o imóvel foi avaliado em R$ 1.049.061 para fins de consolidação.

Com a retomada, o banco passou a ser proprietário do imóvel e decidiu colocá-lo à venda para recuperar parte do valor do financiamento que não foi quitado.

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