Cannabis em protetor labial gera punição a Careca do INSS na prisão

Lobista Antônio Carlos Camilo Antunes está detido na Papuda

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Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS , recebeu uma punição após policiais penais encontrarem um protetor labial com cannabis em sua cela. Ele está detido no Complexo Penitenciário da Papuda , em Brasília .

O episódio ocorreu há mais de um mês, em 2 de junho , durante uma revista de rotina realizada no período da tarde, no Bloco 5 da Penitenciária IV, destinado a presos vulneráveis.

Na cela 01, onde estava o lobista, os agentes encontraram um protetor labial considerado em desacordo com as normas internas. Questionado pelos policiais, o lobista informou que o item pertencia a ele .

Em depoimento posterior, Antunes afirmou que utilizava o produto desde que foi transferido da carceragem da Polícia Federal (PF) para o sistema prisional, em outubro do ano passado.

Segundo ele, o protetor passou por diversas revistas sem ser apreendido, e ele desconhecia que o item era proibido. A defesa também sustenta que o cosmético continha óleo de semente de Cannabis sativa e não era considerado um entorpecente.

Composição do produto embasou proibição

Apesar disso, a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) concluiu que o protetor labial configurava um objeto proibido. No entendimento da administração penitenciária, a composição do produto e a entrada dele na unidade sem autorização embasaram a punição disciplinar.

Com isso, a direção da Penitenciária IV reconheceu a prática de falta disciplinar de natureza média por parte do Careca do INSS. Antes da decisão final, ele permaneceu por oito dias em isolamento preventivo durante a apuração do caso, concluída na última semana .

A informação foi encaminhada ao ministro André Mendonça , relator do inquérito da Farra do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF) .

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