Ucrânia aceita proposta de Lula para atuar em favor da paz, diz assessor de Kiev

Zelensky e presidente brasileiro se reuniram à margem da cúpula do G7, quando o líder ucraniano pediu aos aliados que aumentassem a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra

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Ucrânia aceita proposta de Lula para atuar em favor da paz, diz assessor de Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou uma oferta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar na negociação de um acordo de paz para a guerra da Rússia na Ucrânia, disse hoje um assessor presidencial ucraniano.

Segundo o assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, em uma conversa entre os dois presidentes sobre o que poderia ser feito para reativar a diplomacia, Lula propôs, entre outras ideias, procurar os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

O próprio Lula afirmou que já havia conversado com os líderes de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e que deve voltar a fazê-lo.

"Quem é que pode fazer parar essa guerra? Sabe quem? Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU... São eles que têm poder de veto, são eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz", disse Lula em uma coletiva de imprensa nesta semana.

"Então agora eu assumi o compromisso de, outra vez, fazer o que eu já fiz, ligar para todos os membros do Conselho de Segurança, os cinco permanentes", afirmou o presidente brasileiro.

"Vou voltar a falar outra vez, eles são os responsáveis de garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro, e somente eles podem dar."

Ainda na coletiva, Lula afirmou que, em tentativas anteriores de oferecer ajuda para a negociação em torno do conflito, não havia sentido interesse por parte de Zelensky ou de lideranças da Rússia e demais integrantes do Conselho de Segurança.

"Agora o Zelensky quer paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer a paz para poder discutir a paz", acrescentou Lula.

Zelensky e Lula se encontraram à margem da cúpula do G7, na cidade turística francesa de Evian-les-Bains, na quarta-feira, evento no qual o líder ucraniano aproveitou para instar os aliados a aumentarem a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra que já dura mais de quatro anos.

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