Veja os perfis dos principais nomes e apostas das eleições da Bahia

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 Foto: José Simões - Ag. A TARDE / Gabriela Quintella-Anota Bahia
Foto: José Simões - Ag. A TARDE / Gabriela Quintella-Anota Bahia

Os eleitores da Bahia vão se deparar com muitas alternativas nas urnas no dia 4 de outubro de 2026. Até agora são cinco candidatos ao governo, sete postulantes ao Senado e várias opções para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) estão com seus nomes postos para a disputa.

Com a missão de levar mais informações ao eleitorado, o portal A TARDE traz um perfil dos principais postulantes aos cargos públicos que estarão em jogo neste ano, entre nomes já consolidados na política baiana e outros considerados como apostas.

O levantamento leva em consideração tanto os postulantes do lado governista, quanto os de oposição e também aqueles considerados independentes.

Vale lembrar que o período para que os pré-candidatos oficializem suas candidaturas acontece entre os dias 20 de julho e 5 de agosto , janela de tempo permitido pela legislação eleitoral para que sejam feitas as convenções partidárias.

Perfil dos candidatos ao Governo da Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT)

Natural de Aiquara, o atual governador da Bahia tem 61 anos e vai para sua segunda eleição defendendo a continuidade da hegemonia do PT no estado, que teve início após a vitória de Jaques Wagner ao Palácio de Ondina em 2006.

Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Ele definiu como prioridades em seu primeiro mandato o enfrentamento da fome e a promoção da inclusão social por meio de políticas públicas alinhadas com o Governo Federal. O petista vai repetir a dobradinha vitoriosa com Geraldo Júnior (MDB) na vice.

Jerônimo e ACM Neto vão protagonizar novo embate pelo Governo da Bahia. - Foto: José Simões - Ag. A TARDE / Gabriela Quintella-Anota Bahia

ACM Neto (União Brasil)

Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos (2013-2020), ACM Neto (União Brasil) tem 47 anos, é o principal nome da oposição e a maior ameaça ao projeto de manutenção de poder do PT na Bahia. Nas eleições de 2022 perdeu para Jerônimo, mas conseguiu levar a disputa para o segundo turno, algo que não acontecia desde a década de 90.

No pleito deste ano conseguiu unificar a oposição no seu entorno e atrair aliados que estavam no campo oposto nas eleições passadas. O seu vice será o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).

Ronaldo Mansur (PSOL)

Um dos fundadores do PSOL na Bahia e atual presidente na sigla do estado, Ronaldo Mansur , será o cabeça de chapa do partido pela primeira vez. Mansur, de 46 anos, é de Alagoinhas, tem formação técnica em meio ambiente e é estudante de Direito. A professora Meire Reis será a sua pré-candidata a vice.

Aroldo Félix (UP)

Aroldo Félix, 44, será o primeiro candidato do União Popular (UP) lançado para o Palácio de Ondina. Professor e sindicalista, Aroldo vai disputar o cargo pela primeira vez e terá a tarefa de apresentar o programa de governo do partido para o maior número de pessoas possível durante a campanha eleitoral.

José Estevão (DC)

A pré-candidatura de José Estevão (DC) ainda é uma incógnita. O partido vive uma acirrada disputa, o que torna qualquer candidatura incerta. Em junho, a legenda retirou Estevão da disputa, mas no mês seguinte ele assumiu a presidência do partido e reassumiu a pré-candidatura.

Candidatos ao Senado

Chapa governista

Formada por dois ex-governadores, a chapa-puro sangue petista chega forte na disputa. Enquanto Jaques Wagner busca a reeleição, Rui Costa (ex-ministro da Casa Civil de Lula) disputa uma cadeira na Casa Alta do Congresso Nacional pela primeira vez.

A dupla petista iniciou a trajetória na política no movimento sindical militando juntos no Sindicatos dos Químicos da Bahia (Sindiquímica). Os dois também participaram da fundação do Partido dos Trabalhadores na Bahia.

Antes do governo, o carioca Wagner exerceu três mandatos como deputado federal (1991–2003) e comandou o Ministério do Trabalho e Emprego (2003).

Já Rui, foi vereador e deputado federal e secretário de Relações Institucionais (Serin) e da Casa Civil do governo Wagner antes de ser eleito governador. Após dois mandatos foi nomeado ministro da Casa Civil no terceiro governo de Lula.

Oposição

A chapa de oposição também conta com um senador que busca a reeleição. Angelo Coronel rompeu com os governistas e firmou aliança com ACM Neto, deixando o PSD e se filiando ao Republicanos.

Coronel se destacou por mandatos como prefeito, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Alba). Nos últimos anos, teve atuação de destaque no Senado, assumindo o comando de importantes e relatando projetos de repercussão nacional.

Seu parceiro na disputa pelo Senado é o ex-ministro da Cidadania e presidente do Partido Liberal (PL,) João Roma . Natural de Recife (PE), Roma exerceu o cargo de Chefe de Gabinete da Prefeitura de Salvador de 2013 a 2018, integrando o núcleo de confiança do então prefeito ACM Neto. Em 22018 foi eleito deputado federal.

Em 2021, ele rompeu com Neto e nas eleições de 2022 foi candidato ao Governo da Bahia, ficando em terceiro lugar.

Independentes

O bloco de independentes soma até o momento três candidatos ao Senado. Pelo PSOL, a professora e militante feminista do Movimento Negro Unificado (MNU), Delliana Ricelli, será uma das postulantes ao posto. A outra vaga ainda será indicada pela Rede, que compõe a federação com o PSOL.

Já o DC terá Marcelo Santtana (DC), enquanto o UP confirmou Gregorio Gould.

Apostas para a Câmara

Alguns nomes que hoje não ocupam nenhum cargo eletivo aparecem com potencial de angariar muitos votos. Alguns destes quadros podem surpreender nas eleições de outubro e abocanhar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Veja alguns deles:

Lucas Reis (PT)

Atualmente é chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e vem fazendo uma forte pré-campanha. É visto como um quadro de renovação dentro do partido.

Deyvid Bacelar (PT)

Figura conhecida no movimento sindical, é coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Sua eleição é vista como estratégica para a categoria.

Daniel Alencar (PSD)

Filho do senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, sua eleição é dada como certa por conta da forte influência do pai. Ele vem ocupar o espaço deixado pelo irmão Otto Filho, que deixou a política depois de ter sido nomeado conselheiro do Tribunal de Constas do Estado (TCE).

Jayme Vieira Lima (MDB)

Sobrinho de Geddel e Lúcio Vieira Lima, o jovem é uma das apostas do MDB para aumentar a bancada na Câmara Federal.

Muniz Filho (PSDB)

Conta com o empenho e experiência do pai, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), para se eleger e fortalecer os tucanos em Brasília.

Ditinho da AviVip (União Brasil)

Empresário de Santo Antônio de Jesus e com forte atuação na região do Recôncavo Baiano. Conta com o apoio de ACM Neto para se eleger.

Raíssa Soares (PL)

Foi candidata ao Senado nas eleições de 2022 e conseguiu mais de 1 milhão de votos. É um dos nomes mais influentes do bolsonarismo na Bahia e tem relação próxima com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Favoritos para Alba

Algumas pré-candidaturas despontam como favoritas para trazer uma renovação à Alba. Veja alguns deles:

Rowenna Brito (PT)

Quinho (PSD)

Wagner Alves (União Brasil)

Elinaldo Araújo (União Brasil)

Kleber Rosa (PSOL)

Cinthya Marabá (PL)

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